Ora-Pro-Nóbis não é ingrediente comum em prateleira de supermercado, mas foi o ponto de partida da Bionama Produtos Naturais para criar um brownie proteico vegano. A empresa de Santarém levou a ideia até a Unidade EMBRAPII Bioforest, e a formulação final juntou cacau, cupuaçu e muruci, testada em laboratório e provada por estudantes, atletas e clientes de loja de produtos naturais em quatro rodadas de degustação. Ao final do projeto, o brownie virou barra de proteína. O projeto fechou com a fórmula documentada e pronta para produção.
Bionama: da ora-pro-nóbis à barra de proteína
A Bionama Produtos Naturais, empresa da comunidade de Cucurunã, em Santarém (PA), procurou a Embrapii Bioforest com uma ideia: criar um snack proteico vegano feito com ingredientes da Amazônia, que fosse nutritivo, saboroso e viável para produção em escala.
O desafio
O mercado de alimentos funcionais cresce, mas poucos produtos usam a biodiversidade amazônica como base de verdade. A proposta era desenvolver um alimento com alto teor de proteína, baixo teor calórico e baixo índice glicêmico, tendo a ora-pro-nóbis como fonte proteica, a Lippia dulcis como adoçante natural e os compostos bioativos do cupuaçu e do muruci.
O caminho da pesquisa
O projeto começou como um brownie proteico. Ao longo do desenvolvimento, a equipe da Embrapii Bioforest e a Bionama testaram formulações, produziram protótipos em bancada e analisaram o produto em laboratório: composição nutricional, estabilidade físico-química, segurança microbiológica e capacidade antioxidante. Os testes de degustação com consumidores ajudaram a ajustar sabor, textura e formato. Foi nesse processo que o produto ganhou sua forma final: uma barra de proteína. [Se quiser, explicar aqui por que mudou: aceitação, conservação, custo, mercado.]
Depois da formulação final, vieram o estudo de vida de prateleira, a documentação técnica do processo produtivo e a transferência de tecnologia para a empresa, para que a Bionama possa produzir com padrão de qualidade e segurança alimentar.
A parceria
O projeto foi conduzido pela Embrapii Bioforest, unidade da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), com financiamento da Embrapii e do Sebrae e gestão da Fundação de Integração Amazônica (FIAM). A coordenação foi do professor Victor Hugo Pereira Moutinho, pela UFOPA, e de Gabriel Oliveira Ranieri, sócio-diretor da Bionama.